Passarada

 O dia desbrava o fio de esperança,  um horizonte encarnado pela navalha, que corta e sangra sob os pés um caminho.  Será que acordamos? E o dia raiou no agora? Ou talvez estejamos no instante da nossa mente, que mente tão bem, e vai e vem no sonho que me sonha, mas ficando parada sobre o tempo, esse que vai e vem no mesmo lugar. O do sempre. É isso eterno, esse sono escurecido lentamente pela luz, que soletra nos dois sentidos: o do dia e da noite, e que repetindo, se  faz o ser de sempre, no céu bipolar, mas que o tempo todo reflete o eu. O um, que em muitos, faz nós, que se atam cegos, em miragens e Ilusões,  no espelho das águas de oásis no deserto.  Cada um conectado, de gota a gota, tramando o mar de finas peles, para vestir as raízes do ser, se distorcendo em flores de narcisos.  No ar suspenso de emoções, perfuma e dispersa, entre tantos quereres, se vão ao ser em vão, suavemente desfigurados pela mente, que mente o tempo todo. O Tempo do todo que se foi e se vão, avoados quero-queros, cortando a carne, no cerne do céu bipolar.  Só mente,  travestida de pequenas penas, sem um fio de juízo, e de verdade.

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