O rio corre nas veias
É quente nas depressões,
do medo nas correntezas,
que levam no tapete voador,
o impulso vermelho do chão
tão maleavel quanto o som.
Fluido fluxo de água ardente,
volúvel líquido Sanguíneo.
Sangue que quando esbarra na dor,
sofre pela ilusão do que não existe,
afoga-se em lágrimas e mágoas
e solidez de palavras que dizem não,
e renascem dentro de si o Melancólico.
O que nascido das águas doloridas
não se dobra, nem se dá e não se doa,
duro e inflexível por águas gelatinosas,
sem mais tanta flexibilidade segue
no escuro sem esperança nehuma,
mergulha no fundo que chama ao poço,
pelo peso da prepotência e intolerância,
criando uma barreira de separações,
o sangue já não tanto liquidificador
de muros e ainda cego dentro do abismo,
cresce aos olhos vistos no Colérico.
Um dia de tanto correr levando o peso,
da dor e do sofrimento em pedregulhos
que se acumulam na alma dentro de um Ego,
chega aos quatro cantos um vento contrário,
que reflete, calcula, pacienta-se ao contemplar,
Infla-se facilmente tornando o disparate ou o total,
numa questão de Tempo e segundos e sim ou não,
na indecisão de um passo temeroso na dúvida,
do ser ou não ser uma gota ou Todo o rio,
e que leva a pretensão do poder ilusório,
sobrevive então na alma o Fleumático.