Arquivo para Novembro, 2008

Dois em Um

Postado em Criativo em Novembro 30, 2008 por carol montenegro

Somos todos Um,
Ao mesmo Tempo.
Um que vale em dois.
Sou pai e mãe,
Mas sou Um filho,
Do céu e da Terra.
Em dois que sou,
Faço-me em quatro.
Quatro são múltiplos.
Tenho duas almas?
Duas em Um.

E o Tempo diz: “Decifra-me ou te devoro”

A verdade interior

Postado em Reunião em Novembro 29, 2008 por carol montenegro

Você pode estar cheio de razão,
mas todas as razões devem ter
Um único e absoluto sentido:
O amor verdadeiro, da verdade!
Se está cheio de razão
sem o verdadeiro sentido da vida,
alimenta a insatisfação e a agressividade.
alimenta o que é primata e não humano.

Quem está cheio de razão,
e sem o amor puro nos sentidos,
Está disperso, sem sua própria alma.
O amor reune porque alimenta,
bondade e generosidade,
E nos faz enxergar o outro.

o amor nos une e reune no tempo.
Nos faz ver o tempo do outro.
É o amor que dá sentido a vida,
E é o único sentido que buscamos
mas que não vemos com a razão.
porque nossa razão é cega.

Só o coração tem olhos verdadeiros.
E enxerga a única vontade pura em nós
aquela bem no fundo de nossas almas.
a que sentimos, mas não vemos,
porque a vista é colorida demais.
Mas todas as cores do amor é branco.

Amar não é perder a razão,
Amar é a unidade na razão,
A única razão de viver!

A viagem

Postado em primavera em Novembro 28, 2008 por carol montenegro

O AMOR é lindo!!!!!!!!!!!

a pedra e a fala

Postado em verão em Novembro 27, 2008 por carol montenegro

eu sou uma pedra urdida,
Tramada no amor cósmico.
sou uma pedra de luz de céu
e estrelas que não morrem nunca.
Sou o sol e a lua num eclipse,
sem Terra no meio, e sou a Terra.
Eu sou a fala que guarda a pedra,
que brilha como um diamante,
na luz do amor mais puro e poderoso.
Ninguém me quebra, ninguém me esfarela.
porque sou consciência e inconsciência
numa mistura homogênea.
Sou espírito e sou eu mesma.

a fome

Postado em inverno em Novembro 25, 2008 por carol montenegro

Quando Paulinho nasceu, Hortência ainda era bebê. E sua mãe para atender às necessidades do recém-chegado, e alimenta-lo,  teve que deixar Hortência aos cuidados de uma babá. Hortência sentiu falta de sua mãe. Sua mãe lhe pegava no colo quando podia, porém gastava todas suas energias para Paulinho. Aos poucos foi deixando Hortência de lado. Enquanto Paulinho era alimentado pela mãe com seu amor, Hortência ia ficando desnutrida do mesmo amor. O pai precisava trabalhar, ele amava seus filhos e queria que nada os faltasse. Mas a mãe já quase desnutrida, não deu seu amor igualmente. Eles amavam apaixonadamente seus pais, mas não recebiam o amor na mesma proporção. Seus pais para compensar o desejo de seus filhos, davam-lhes a TV, brinquedos, lazer. Paulinho carente da imagem presente de seu pai, nutria-se desesperadamente nos seios de sua mãe. Hortência carente de sua mãe, se agarrava aos poucos momentos com seu pai.
Depois de alguns anos, nasceu Sabina, a terceira filha. Sabina ficou entre a ausência do pai e ausência de sua mãe. Pois, seus pais já estavam ligados pela nutrição dos outros dois. Assim, cada um interpretou o amor da sua maneira, e todos os três relacionavam o amor ao lazer e ao prazer. Pois foi assim que aprenderam sobre o amor. E eles não recebiam o amor da mesma forma que sentiam. Então, carentes de alguma forma, e para entrar em sincronia com o amor de seus pais, aprenderam que o amor era o lazer que recebiam deles. Assim, os três filhos cresceram: Paulinho nutrido pela mãe, Hortência nutrida pelo pai e Sabina nutrida por qualquer um.

O alimento da alma

Postado em verão em Novembro 25, 2008 por carol montenegro

o amor verdadeiro é cru,
não tem sabor de nada.
porque não se pede nada em troca.
A troca acontece sem pedir,
é natural como ação e reação.
O amor carnal tem sabor de carne assada.
E todo mundo se serve e pede mais.
Como sentir o prazer de um amor verdadeiro,
se a boca estiver cheia de outros prazeres?
O sexo pelo sexo é a perdição do homem,
que pode ser mulher, mas nunca é uma criança.
Porque uma criança é amor puro, instintivo,
e nós a alimentamos com carnes temperadas,
Mas que amor estamos ensinando a um filho?
Que amor ele vai aprender e buscar?

Ativando o sentimento

Postado em Sem-categoria em Novembro 24, 2008 por carol montenegro

O mais importante quando alguém escuta uma música não é o que ela diz, mas como ela lhe faz se sentir. As vezes é melhor nem saber o que ela diz, só sentir, sentir e sentir. E o melhor para sentir é o amor, não o amor por ninguém, mas o amor pelo amor, pela vida!

WEt wet wet – Love is all around me

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o Tempo, Tempo, Tempo!!!

Postado em verão em Novembro 23, 2008 por carol montenegro

Nunca tinha visto nada igual,
Como meu cérebro poderia ver uma imagem dessas?
Antes eu olhava o Tempo e via como os índios,
que demoraram dias para ver as caravelas de Colombo.
Eles não sabiam o que era uma caravela.
Quem dirá eu, um índio, uma criança, um alienado.
o Tempo é tão grande que o casco cobre todo o mar,
Quantos séculos demora construir um barco ?

Quanto?

Postado em verão em Novembro 21, 2008 por carol montenegro

um sonho vale muito,
vale uma vida plena.
vale uma estrela.
Todas elas.

Quanto vale um sonho?
vale tudo que se tem,
e não vale nada
que se compra,
vale mais, muito mais,
vale amar, o amor
e o ser amado.

Um sonho é precioso,
é como uma pérola
dentro de uma concha.
e por ele vale a pena
morrer no mar.

suspiro

Postado em verão em Novembro 20, 2008 por carol montenegro

Quanto mais eu aprendo,
mais eu não sei de nada,
e sobra tudo para aprender.
Quanto mais eu sei,
mais eu me aproximo da estaca zero.

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