Não procuro idéias, espero que elas me chamem, aí então as sigo pelo caminho que elas me levarem. Não adianta uma idéia cair de pára-quedas do alto do céu e nos meus braços, só carrego as que me servem, só aparo no ar aquelas que se combinam no meu cenário visual.
Assim como também não peço que adotem minhas idéias, e as levem para casa.
Tudo é uma questão de separação de divisas para uma união espacial.
Não estranho nada diferente de mim, porque cada um tem sua própria história, seu próprio caminho. Eu não sou uma pedra no caminho de ninguém. Mas se as pedras servem como caminho, então sigo-as.
Todos pensam igualmente diferente, e o que fica no meio, é o tempo e o espaço de cada um. Qualquer imposição de formas de pensamento é uma agressão à individualidade e o processo de crescimento, aprendizado, e evolução. Uma idéia imposta não transmite a consciência ao outro. Não é assim que se cria consciência, mas pela experiência vivenciada do pensamento. Para o outro saber o sabor da maçã, não basta uma descrição, ele precisa provar, e então julgar se é bom ou ruim. Eu adoro maçãs, mas o outro pode não gostar, e quem tem o direito de enfiar a maçã guela a baixo? Cada um com seus sabores que agradam. Cada um com seu tempo de vivenciar o sabor.
Querer convencer o outro do seu pensamento, é carregar o peso da responsabilidade sobre a vida dele, é fazer do pensamento ou uma idéia um conselho assassino, e que provavelmente, irá se desfazer em morte. Porque um pensamento imposto pesa toneladas sobre a cabeça do outro.