Não mate a Esperança. Deixa que eu mesmo mato.
Hoje matei a Esperança. Foi um tiro certeiro.
Ela caiu verde na minha frente.
E sem ter nunca amadurecido.
Não quero mais a Esperança, percebi depois de alguns anos, que ela na verdade só queria me tirar a Fé. Fé é a irmã dela. Mais velha, vive sorrindo, de bem com a vida. Já a outra, além de imatura, era um pouco pessimista.
A Fé me dá tudo: casa, comida, roupa lavada, segurança e me cuida. Já a Esperança era só desejo.
Cheguei a conclusão, que se eu tivesse a Fé, não lançaria mais desejos ao futuro com a Esperança. E sem saber dos desejos possíveis, ela não precisava mais viver. Eu não quero esperar nada da vida, estou realizando agora, meu presente: tenho a Fé do meu lado.
Hoje matei a Esperança, porque a vida segue a uma regência natural e Deus é só um sentido da coisa, uma síntese. A linguística deve testemunhar. Ele mesmo não vai me condenar por este ato violento, não me acusará de ter cometido algum crime, ou de ter pecado. Afinal, se Deus fosse mesmo Deus, ele saberia que viver com a Esperança era mesmo um castigo.
Julho 24, 2008 às 19:25 pm
Isso foi a coisa mais linda que já li na vida!!! Tenho muito orgulho desta mulher fértil de inteligência. Se soubesse o poder que tens, consquistaria o mundo, dominaria a todos nós só para realizar teus desejos e devaneios
Julho 25, 2008 às 22:00 pm
Lendo esta maravilha não tive nenhuma surpresa pois,eu sabia quanto eras capaz.Só não sabia que era tanto.
Quando escreveres um livro serei a primeira a comprar