Por acidente

 

A roda do tempo,

Atropelou meu coração.

Foi parar numa UTI,

Entre a vida e a morte.

 

Peço às horas,

retire suas marcas de pneu,

Se ele não ver o estrago feito,

Pode ser que ele resista.

 

Nesse trânsito louco,

vai cego aos atropelos,

do tempo,

mas sentindo,

o tempo todo.

Ao final das contas,

O tempo continua,

Já meu coração…

 

Idealista inconsolável.

 

E sonho,
que nesses encontros,

O tempo pare,

ao meu redor,

sem parar,

meu coração.

 

E que o deixe morrer,
algumas vezes.

 

  

 

 

 Años – Fagner & Mercedes Soza

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