Nós

a menina engoliu o sopro,
e desapareceu no ar.
levou consigo respostas.

uma brisa de inocência,
e cheiro de manhã,
deixou um rastro cintilante,
de estrelas matutinas.
Ela me sonha a vida,
em uma nova esfera.

continua tudo como sempre,
bem diferente.
Se eu nasci de mim,
sou agora minha mãe.
E alguém me falta,
dentro das roupas,
uns quilos da alma,
talvez,
cairam por terra.

a menina se foi,
se foi flutuando,
se foi chegando,
nos braços do vento.

 

 

 Dona – Roupa nova

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