Queda-livre
Tenho pregos no sapato,
mas não ando a pé.
uso as asas do amor.
mas não ando a pé.
uso as asas do amor.
Pena que paira no ar,
e me deixa cair.
e me deixa cair.
Caio,
do alto da lua.
agarro no vestido branco,
e o vento me sopra longe.
não sinto o corpo,
só uma falta de ar.
Caio,
Tudo fica escuro,
o sol se esconde,
não vejo o dia.
e dói altos montes.
Então os rios nascem.
Revigoram o solo,
e brota nos campos,
novos sorrisos.
E um riso corre pequeno,
mata a sede seca
de saliva, e chuva
que cai do céu.
de nuvem na tua boca,
nascente e fonte
de água salgada.
Banho a alma.
Afogo-me.
vejo luzes no teu rosto,
por espelho d´água,
e escorrem estrelas,
por caminhos do teu riso.
o amor faz chover.
e escoa riacho .
Eu choro chuva,
me faço riso e mar,
caio eternamente,
nas asas do amor.
Dia branco – grande encontro
Agosto 2, 2008 às 19:33 pm
Brilliant!