Ressonância
Eu mordi a maçã,
na toca do coelho.
Perdi o céu,
O chão,
O rumo.
bebi a sede,
Bem antes,
do último soluço.
Por alguns instantes,
O ar me faltou,
A luz apagou,
E eu me transportei
Para dentro do copo.
afoguei as ilusões,
e o tempo me engoliu,
em doses lentas.
Agora só o que restou,
foi um buraco-negro
na minha cabeça.
A gravidade,
Nem Deus mede.
Poema – Ney Matogrosso